Correlação entre comportamento ingestivo e consumo de nutrientes em vacas a pasto

Angélica Francelina Sampaio, Fabrício Bacelar Lima Mendes, Hermógenes Almeida Santana Júnior, Elizângela Oliveira Cardoso Santana, Robério Rodrigues Silva, Fabiano Ferreira Silva

Resumo


Objetivou-se avaliar as correlações lineares entre comportamento ingestivo e consumo alimentar em vacas a pasto. O experimento foi desenvolvido na fazenda Paulistinha, no município de Macarani-BA. Cada unidade experimental foi composta por uma vaca mestiça Holandês x Zebu de terceira ou quarta lactação, com peso corporal médio de 454,7 ± 54,51 kg, e produção anterior entre 2.500 e 3.500 kg, ajustada para 300 dias, totalizando 64 repetições, distribuídas em delineamento inteiramente casualizado. O tempo de pastejo, ruminação, alimentação total, taxa de bocado e número de bocados por dia não apresentaram correlações com nenhuma das variáveis do consumo em vacas a pasto. O tempo alimentação no cocho (COC) apresentou correlações positivas com consumo de matéria seca (CMS), fibra em detergente neutro (CFDN), nutrientes digestíveis totais (CNDT), proteína bruta (CPB) e carboidratos não fibrosos. Observou-se uma correlação negativa entre o tempo de ócio (OCI) com CMSF e o CFDN. O tempo de mastigação total (TMT) apresentou correlações positivas com o CMSF e CFDN em vacas a pasto. O número de período de pastejo (NPP) apresentou correlações positivas com o consumo de matéria seca (CMS) e fibra em detergente neutro (CFDN). O número de período de ruminação (NPR) apresentou correlações positivas com o CMS e CFDN. O número de período de outras atividades (NPO) apresentou correlações positivas com o CMS, CNDT, CPB, CCNF. O tempo de período de pastejo (TPP) não apresentou correlações com nenhuma das variáveis de consumo. O tempo de período de ruminação (TPR) correlacionou-se negativamente com o CMS, CPB e CCNF. O tempo de período de outras atividades (TPO) correlacionou-se negativamente com CMS, CMSF, CFDN, CNDT, CPB E CCNF. O consumo de nutrientes de vacas a pasto obteve poucas correlações com o comportamento ingestivo, com exceção do tempo de alimentação no cocho, que apresentou correlações de moderada a alta entre o consumo de nutrientes.


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DOI: https://doi.org/10.15528/5645