CARACTERIZAÇÃO GERAL DOS SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO NO BRASIL: ATUALIZAÇÃO DE UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Jorge Luis Paes Oliveira-Costa

Resumo


Este artigo tem por objetivo elaborar uma revisão sistemática no âmbito das principais propostas de classificação fitogeográfica existentes, brasileiras e internacionais, numa atualização do trabalho de Oliveira-Costa (2012). Em termos metodológicos, a pesquisa compreendeu revisão de literatura considerando trabalhos como o manual com o sistema fitogeográfico do Brasil – Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 1992), bem como estudos de referência no tema, como Sampaio (1943), Egler (1962), Veloso e Góes-Filho (1991), Fernandes (2007), Rizzini (1979). Os sistemas de classificação fitogeográfica surgiram do interesse dos cientistas em organizar as paisagens vegetais do Mundo de acordo com suas similaridades sobretudo florísticas, fisionômicas e ecológicas. A primeira tentativa em realizar um estudo de caráter fitogeográfico está relacionada ao naturalista alemão Alexander von Humboldt (1769-1859), pioneiro ao produzir um sistema no âmbito das formas de vida das plantas, propondo categorias biológicas que influenciaram o campo da Fitogeografia Moderna. O debate sobre ‘sistemas fitogeográficos’ tem sido responsável por significativos avanços no conhecimento científico. Os sistemas fitogeográficos universais vêm sendo difundidos e adaptados em todo mundo; no Brasil, os sistemas universais têm resultado em diversas classificações, com divisão do território em grupos e subgrupos vegetacionais.

Texto completo:

PDF

Referências


ALONSO, M. T. A. Vegetação. In: FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Diretoria Técnica. Geografia do Brasil. Região Sul. Rio de Janeiro, SERGRAF, 1977. v.5.

ALONSO, M. T. A. Vegetação. In: FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Diretoria Técnica. Geografia do Brasil. Região Sul. Rio de Janeiro, SERGRAF, 1977. v.3.

BROW, J. H; LOMOLINO, M. H. Biogeography. 2. ed. Sunderland, Massachusetts: Sinauer Associates, Inc. Publishers, 1998.

CAMARGO, J. C. G. Uma análise da produção biogeográfica no âmbito de periódicos geográficos selecionados. Revista Estudos Geográficos, ano 2, p. 87-106, 2004.

CAPEL, H. Filosofia e Ciência na Geografia Contemporânea: uma introdução à Geografia. Maringá: Massoni, 2008.

CAVALCANTI, A. P. B. Fundamentos Históricos da Geografia. Teresina: EDUFPI, 2010.

DANSEREAU, P. A Distribuição e a Estrutura das Florestas Brasileiras. Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, n. 61, p. 35-44, 1948.

DANSEREAU, P. Introdução à Biogeografia. Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, n. 148, p. 13-35, 1949.

EGLER, W. A. Geografia Física-Vegetação. Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, n. 191, p. 235-246, 1966.

FERNANDES, A. G. Conexões Florísticas do Brasil. 1. ed. Fortaleza: Banco do Nordeste, 2003.

FERNANDES, A. G. Fitogeografia Brasileira. 3. ed. Fortaleza: Edições UFC, 2007.

FERNANDES, A. G. Fitogeografia Brasileira: Províncias Florísticas. 3. ed. Fortaleza: Edições UFC, 2006.

FERRI, M. G. Vegetação Brasileira. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1980.

GREGORY, K. J. The Changing Nature of Physical Geography. Arnold, 2000.

GREGORY, K. J. (2017): Putting physical environments in their place: The next chapter? The Canadian Geographer/Le Géographe canadien, n. 61, p. 11-18, 2017.

GREGORY, K. J. A natureza da Geografia Física. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.

HENRY, W. Dicionário de Ecologia e Ciências Ambientais. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade Estadual de São Paulo, 2001.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Manual Técnico da Vegetação Brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 1992.

KUHLMANN, E. Vegetação. In: FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Diretoria Técnica. Geografia do Brasil. Região Sul. Rio de Janeiro, SERGRAF, 1977. v.2.

KUHLMANN, E. Vegetação. In: FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Diretoria Técnica. Geografia do Brasil. Região Sul. Rio de Janeiro, SERGRAF, 1977. v.1.

LACOSTE, A; SALANON, R. Biogeografía. ed. Barcelona: Oikus Tau, 1973.

LOMOLINO, M. V; RIDDLE, B. R; WHITTAKER, R. J; BROWN, J. H. Biogeography, 4. ed. Sinauer, Sunderland, MA, USA, 2010.

MACDONALD, G. M. The new nature: Limitations and prospects of the paleoenvironmental tradition in biogeography in the 21st century. The Canadian Geographer/Le Géographe canadien, n. 61, p. 41-51, 2017.

MARTINS, Celso. Biogeografia e Ecologia. 5. ed. São Paulo: Nobel, 1992.

MCDONALD, G. Biogeography: introduction to space, time, and life. John Wiley & Sons Inc; 2003.

MESQUITA, A. C. Darwin o naturalista da evolução das espécies. V. 2. São Paulo: Escala, 2011. (Coleção Pensamento e Vida).

MUELLER -DUMBOIS, D.; ELLENBERG, H. Aims and methods of vegetation ecology. New York: John Wiley & Sons, 1974.

OLIVEIRA-COSTA, J. L. P. Caracterização Geral dos Sistemas de Classificação da Vegetação no Brasil. 2012. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Geografia) - Centro de Ciências Humanas e Letras/ Universidade Federal do Piauí (UFPI), 2012.

OLIVEIRA-COSTA, J. L. P. Paisagens Naturais e suas Transições. Proposta Metodológica de Classificação para o Ensino da Geografia. In: CASTRO, Fátima Velez de; Adélia Nunes. (org.). Ensinar Geografia: formação inicial de professores e propostas de aplicações didático-pedagógicas. 1ed. Málaga - Espanha: EUMED - Universidade de Málaga (Espanha), 2019, v. 1, p. 147-206.

OLIVEIRA-COSTA, J. L. P; VELOSO FILHO, F. A. ; AQUINO, C. M. S. ; CASTRO, A. A. J. F. . Visão Geral da Biogeografia e dos Sistemas Universais de Classificação Fitogeográfica. Geografia: Publicações Avulsas, UFPI, Teresina, v. 10, p. 5-22, 2012.

OLIVEIRA-COSTA, J. L. P.; VELOSO FILHO, F. A. ; AQUINO, C. M. S. ; CASTRO, A.A.J.F. ; SILVA, .A.L. . A Divisão Natural das Paisagens Vegetais do Brasil no Escopo dos Sistemas Nacionais de classificação Fitogeográfica (1824-2006). Publicações Avulsas em Conservação de Ecossistemas, v. 30, p. 1-43, 2013.

PAPAVERO, N.; TEIXEIRA, D. M. Os Viajantes e a Biogeografia. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, v.8, (suplemento), p.1015-37, 2001.

PAPAVERO, N.; TEIXEIRA, D. M; PRADO, L. R. História da Biogeografia: do gênesis à primeira metade do século XIX. Technical Books, 2013.

RIVAS-MARTÍNEZ, S. Biogeografia y Vegetacíon. In: Publ. Real Acad. Cienc. Exactas, Físicas e Nat. Madrid: [S.n.], 1990. p. 1-103.

RIZZINI, C. T. Tratado de Fitogeografia do Brasil: aspectos ecológicos. São Paulo, HUCITEC: Editora da Universidade de São Paulo, 1976.

RIZZINI, C. T. Tratado de Fitogeografia do Brasil: aspectos sociológicos e florísticos. São Paulo, HUCITEC: Editora da Universidade de São Paulo, 1979.

SAMPAIO, A. J. A Fitogeografia na Escola Primária. Boletim Geográfico, Rio de Janeiro n. 9, p. 77-92, 1943.

SANDEVILLE JR; Euler. A divisão natural das paisagens brasileiras. Revista Paisagem Ambiente: Ensaios, n. 18, p. 71–98, 2004.

SANTOS, C. M. D; CALOR, A. R. Biogeografia: desvendando a história da vida no espaço. Revista Fecunda, [S.l.], p. 9-17, 2008.

SANTOS, L. B. et al. Vegetação. In: FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Diretoria Técnica. Geografia do Brasil. Região Sul. Rio de Janeiro, SERGRAF, 1977. v.4.

STRAHLER, A. H. Introduction to Physical Geography. New York: John Wiley & Sons, Inc., 1965.

TIVY, J. Biogeography: a study of plants in the ecosphere. Oliver e Boyd Inc; 1971.

TROPPMAIR, H. Biogeografia e Meio Ambiente. 7. ed. Rio Claro: Divisa, 2006.

ORGANIZACIÓN DE LAS NACIONES UNIDAS PARA LA EDUCACIÓN, LA CIENCIA Y LA CULTURA – UNESCO. Classificación Internacional e la Cartografia de la Vegetación,1973. (Ecology and Conservation, 6).

VELOSO, H. P. Os Grandes Clímaces do Brasil (I - Considerações sobre os Tipos Vegetativos da Região Sul), Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, ano 24, n. 185, p. 173-194, 1965.

VELOSO, H. P. Os Grandes Clímaces do Brasil (II - Considerações sobre os Tipos Vegetativos da Região Amazônica). Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, ano 25, n. 192, p. 311-318, 1966.

VELOSO, H. P. Os Grandes Clímaces do Brasil (III - Considerações sobre os Tipos Vegetativos da Região Centro-Oeste). Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, 25, n. 193, p. 427-438, 1966.

VELOSO, H. P.; GOES-FILHO, L. Classificação da vegetação brasileira, adaptada a um sistema universal. Rio de Janeiro: [S.n.], 1991.

WALTER, H. Vegetation of the earth in relation to climate and the eco-physiological conditions. New York: Springer-Verlag, 1973.

WALTER, H. Vegetação e Zonas Climáticas. São Paulo: E.P.U, 1986.

WATTS, D. Principles of Biogeography: an introduction to the functional mechanisms of ecosystems. [S.l.]: McGraw-Hill Publishing Co., 1971.

WHITTAKER, R. J; Fernández-Palacios, J. M; Matthews, T. J; Borregaard, M. K; Triantis, K. A. Island biogeography: Taking the long view of nature's laboratories. Science, 2017.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2025 Jorge Luis Paes Oliveira-Costa



ISSN: 1677-8049 (Impresso)

ISSN: 2763-9819 (Online)

 Revista Científica o Direito Pensa